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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Fica comigo. Me acalma. Me ama.

Meu coração está dilacerado, partido, esmigalhado.
Quando cessará esta dor.
Não sei quanto tempo ainda terei amor para suportar tudo isso.
Como dói.
Machuca lá no fundo.
O peito aperta.
Bate um desespero.
Um não sei o que fazer.
Parece fácil, é só não ligar, deixar rolar.
Mas não dá.
Cada gesto contido, cada palavra não dita me faz perder o sono.
Estou chegando a um limite.
Assim não dá para continuar.
A gente é feito para ser feliz.
Então, porque não ser?
Eu quero ser feliz.
Eu quero não, eu exijo ser feliz.
Eu quero a minha parte.
Me dá meu mundo de volta.
Não estou aguentando mais.
Estou ficando doente.
Não consigo encontrar minha paz.
Fica comigo.
Me acalma.
Me ama.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Aumento do salário do trabalhador doméstico

Neste ano de 2013 o salário mínimo está aumentando em 9%, saí de R$622,00 para R$678,00.
Ele dispara o gatilho para o aumento de várias categorias.
Dentre elas a dos trabalhadores domésticos, que tem sempre dois pontos de vista: o do trabalhador que acha o aumento pouco e o do empregador que acha que é muito.
Fazendo algumas contas comparando o salário de 2012 com o de 2013 e levando em consideração o INSS pago, temos por mês:
O aumento no salário de R$622 para R$678, são R$56 a mais ;
Para o trabalhador este aumento é de R$572,24 para R$623,76, são R$51,52 a mais;
Para o empregador este aumento é de R$696,64 para R$759,36, são R$62,72 a mais;
No ano o aumento é de:
R$728,00 no salário mínimo;
R$669,76 para o trabalhador;
R$815,36 para o empregador.
Por estas contas podemos perceber porque muitas vezes trabalhador e empregador preferem a informalidade, o primeiro recebe mais e o segundo paga menos.
O motivo é o INSS incidente que no ano retira do trabalhador R$705,12 e do empregador R$R$1.057,68.
Com o novo salário, o custo de 12 meses para o empregador será de R$9.112,32. Se aplicado mensalmente na caderneta de poupança (0,5% ao mês), este valor se transforma em R$9.367,13. Dá para pagar a mensalidade da faculdade, comprar um carro usado, fazer uma reforma na casa.
Famílias assalariadas, que tem trabalhador doméstico por necessidade (como para cuidar dos filhos ou para cuidar da casa enquanto trabalham e estudam), após cada aumento reavaliam o custo benefício deste empregado. Muitas das vezes optam por dispensá-lo ou sugerir a informalidade, porque o custo anual é alto.
Já o trabalhador avalia se o que recebe está de acordo com o que realiza, se sua capacitação lhe daria direito a mais, se no mercado receberia salário melhor e com mais garantias, se o empregador é bom e cumpre com suas obrigações e opta por permanecer no emprego ou por procurar algo que entenda melhor.
Este é o mercado de trabalho.
Tudo é questão de qual lado você está.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A teoria das janelas quebradas

Em 1969, na Universidade de Stanford, o psicólogo Philip Zimbardo realizou um experimento de Psicologia Social. Deixou dois carros idênticos abandonados na rua, a mesma marca, modelo e até a cor. Um no Bronx, na época uma zona pobre e conflituosa de Nova Iorque e o outro em Palo Alto, zona rica e tranquila da Califórnia. Dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.
O carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o radio, etc. Todo o aproveitável foi levado e o resto destruído. Em troca o carro abandonado em Palo Alto se manteve intacto.
É comum atribuir à pobreza a causa dos delitos. Entretanto os investigadores decidiram quebrar um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que começou o mesmo processo que no Bronx, o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
O vidro quebrado, num carro abandonado, numa vizinhança supostamente segura é capaz de disparar todo um processo delitivo. Não se trata de pobreza. É algo que tem a ver com a psicologia, o comportamento humano e com as relações sociais.
Em experimentos posteriores, James Q. Wilson e George Kelling publicaram em março de 1982, na revista The Atlantic Monthly, a “teoria das janelas quebradas” que, desde um ponto de vista criminológico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se quebra-se um vidro, de uma janela de um edifício e ninguém o repara, cedo estarão quebrados todos os demais. As pessoas que por ali passarem irão concluir que não existe autoridade responsável pela conservação da ordem naquela localidade. Eventualmente, vândalos poderão entrar no edifício, e se este estiver desocupado, tornam-se ocupantes ou incendeiam-no.
Um vidro quebrado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai rompendo códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, de respeito à propriedade e de senso de civilidade. Cada novo ataque reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos, cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando em uma violência irracional.
Considere, ainda, uma calçada. Algum lixo se acumula nela. Logo, mais lixo virá. Aos poucos, as pessoas começarão a descarregar todo o seu lixo nessa calçada.
Se os parques e outros espaços públicos são deteriorados progressivamente e ninguém age a respeito, esses lugares serão abandonados pela maioria das pessoas (que deixam de sair de suas casas por temor aos marginais), esses mesmos espaços abandonados pelas pessoas serão progressivamente ocupados pelos delinquentes.
Se um pai de família deixa que sua casa tenha alguns defeitos, como falta de pintura das paredes, que estão em mau estado, maus hábitos de limpeza, maus hábitos alimentícios, más palavras, falta de respeito entre os membros do núcleo familiar, etc. então pouco a pouco se cairá num descuido das relações interpessoais dos familiares e começarão a criar más relações com a sociedade em geral e talvez algum dia chegarão a acabar na prisão.
Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto é algo que parece não importar a ninguém, então ali se causará o delito. Se se cometem “pequenas faltas” como estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar uma luz vermelha, pequenas faltas que não são aprovadas, então começarão a desenvolverem-se faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves.
A resposta dos estudiosos foi contundente, indicando que ante o descuido e a desordem crescem muitos males sociais e se degenera o entorno.
A teoria das janelas quebradas conclui que o melhor é resolver os problemas enquanto ainda são pequenos. Reparar as janelas quebradas em pouco tempo e ver-se-á que os vândalos terão menos probabilidade de estragar mais. Limpar as calçadas e a tendência será de o lixo não acumular.
A teoria faz duas afirmações principais: o crime de pequena escala ou comportamento anti-social é diminuído, e o crime de grande escala é, como resultado, prevenido. A principal crítica desta teoria foca sobretudo esta última afirmação, que considera não provada.
Em 1990 o americano Wesley Skogan realizou uma pesquisa em várias cidades nos EUA que confirmava os fundamentos da teoria. A relação de causalidade que existe entre desordem e criminalidade é muito maior, do que a relação criminalidade com pobreza, desemprego, falta de moradia. Esse estudo foi de extrema importância para que fosse colocada em prática a Política Criminal de Tolerância Zero.
Em 1994, Kelling e Willian Bratton, foram para Nova Iorque e começaram a trabalhar na política de Tolerância Zero. O metrô foi o primeiro laboratório para provar que, se "arrumassem as janelas quebradas", a delinquência seria reduzida. A polícia começou a combater os delitos menores. Uma das primeiras medidas tomadas foi impedir que pulassem as catracas. Logo, quando os outros desordeiros perceberam que aqueles que pulavam estavam sendo repreendidos, eles desistiam de ter a mesma conduta. Os policiais perceberam que as pessoas que pulavam as catracas, estavam armadas ou tinham mandados de prisão contra si. Dessa forma combatendo aquele delito menor evitou-se que aqueles que estavam armados praticassem outros crimes.
A existência de pichações sugere que a região fica entregue a vândalos para que eles possam sujar as paredes sem ser incomodados. Além da sensação de insegurança provocada pelo abandono do lugar, há o sentimento de impotência e posterior indiferença quanto ao decadente destino das áreas públicas. As pichações passaram a ser apagadas na hora, e os "artistas" não podiam admirá-las por muito tempo.
A principal reclamação da população eram os grupos de jovens que limpavam os para-brisas dos carros, sem a autorização dos donos e exigiam o pagamento pelo feito de forma agressiva, o que causava medo nas pessoas e isso era considerado uma falta de ordem e autoridade. Essa conduta passou a ser punida com serviços comunitários e não levava a prisão. As pessoas eram intimadas e muitas não cumpriam a determinação judicial, cujo o descumprimento, autorizava que fossem presos. As prisões foram feitas (os outros ficavam com medo da sanção), o que atormentava os nova-iorquinos por anos acabou-se em semanas.
Após vários meses de campanha, a delinquência no metrô foi reduzida em 75% e continuou caindo de ano para ano. Após o sucesso no metrô e nos parques, foram aplicados os mesmos princípios em outros lugares e em outras cidades.
O resultado da aplicação da Broken Windows Theory foi a redução de forma satisfatória da criminalidade em Nova Iorque que anteriormente era conhecida como a “Capital do Crime”. Hoje a cidade é considerada a mais segura dos Estados Unidos.
Não se afirma que os resultados obtidos sejam exclusivos destas medidas, mas a experiência de Nova Iorque repercutiu em todo o mundo.

Fontes:
http://expandiraconsciencia.blogspot.com.br/2012/02/teoria-das-janelas-quebradas.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo361.shtml
http://www.jefersonbotelho.com.br/2009/08/15/teoria-das-janelas-quebradas-a-desordem-e-a-criminalidade/
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/pequenos-delitos-e-a-teoria-das-janelas-quebradas/30692/
Acessos em 08 de abril de 2012.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

1 Coríntios 13

1Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

5Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

domingo, 11 de março de 2012

Estamos obcecados com "o melhor"

Não sei quando foi que começou essa mania, mas
hoje só queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,
o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor
operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os
outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes,

porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça -
e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor,
de repente, nos parece superado, modesto, aquém
do que podemos ter.


O que acontece, quando só queremos o melhor,
é que passamos a viver inquietos, numa espécie
de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos,
porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos
ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os
outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor,
comprando melhor, amando melhor, ganhando
melhores salários.


Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás,
de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso
realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que
subir na empresa e assumir o cargo de chefia que
vai me matar de estresse porque é o melhor cargo
da empresa?

E aquela TV de não sei quantas
polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de
casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?

O cabeleireiro do meu bairro tem
mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca
permanente do melhor tem nos deixado
ansiosos e nos impedido de desfrutar o
"bom" que já temos
.

A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha, mas nunca deu defeito.

O homem que tem defeitos (como nós), mas nos
faz mais felizes do que os homens "perfeitos".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...


O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas
das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e
sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?

Ou será que isso já é o melhor e na
busca do "melhor" a gente nem percebeu?


Leila Ferreira
Jornalista


domingo, 1 de janeiro de 2012

Recomeçar

Sempre é tempo de recomeçar.
Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.
Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.
Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.
Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel.
Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.
Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta aocaminho.
Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...
O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.
Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você?
Você está pronto para recomeçar?
O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O importante é saber compreender

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Texto atribuído a William Shakespeare

domingo, 23 de outubro de 2011

CONSELHOS DE UM VELHO APAIXONADO

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:

Algo no céu te mandou um presente divino: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Se descobrir esse amor, cultive-o, mas deixe-o livre!

Carlos Drummond de Andrade